Domingo, 6 de Setembro de 2009

DETER indica 836 km2 de desmatamento na Amazônia em julho

Em julho, o sistema de alerta DETER indicou 836 km2 de desmatamentos na Amazônia. Deste total, 577 km2 foram registrados no Pará e 124 km2, no Mato Grosso. 

Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram respectivamente 47 km2, 38 km2 e 35 km2,enquanto os demais estados não tiveram desmate significativo em julho, mês em que a baixa ocorrência de nuvens na Amazônia permitiu a observação de 77% da região.

Confira no mapa as áreas cobertas por nuvens e os pontos onde foram registrados os alertas do sistema DETER neste mês de julho.

O DETER é o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) usado para mapear tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do DETER não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia. Para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia o INPE utiliza o sistema PRODES.

O relatório com os números apontados pelo DETER em julho e nos meses anteriores está disponível aqui

Avaliação
A qualificação amostral dos dados do DETER mostra que 95% dos alertas de julho foram confirmados como desmatamento. Neste mês, 85% foram classificados como corte raso e apenas 10% como floresta degradada (sendo 6% degradação de alta intensidade e 4% de intensidade moderada e leve). O relatório de avaliação referente ao mês de julho está disponível aqui

O sistema DETER
Em operação desde 2004, o DETER (Detecção do Desmatamento em Tempo Real) foi concebido pelo INPE como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento.

É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

Contudo, a menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos. Todos os dados do DETER são públicos e podem ser consultados no site www.obt.inpe.br/deter  

publicado por jondisonrodrigues às 23:08

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